A minha militância feminista começou a se manifestar em maior potência após o nascimento da minha Preciosa. Sou mãe solo, já passei e vivi por poucas e boas, numa vida individual, dentro do que uma mulher passa numa vida individual de relacionamentos abusivos. A tolerância, junto a falta de amor próprio que me mantinha em relações abusivas que terminavam geralmente drasticamente em conflitos e gritos.
Esse lance de sexo frágil cada vez mais explícito que tem muito a ver com o ego masculino do que com o feminino em si!
Pois sim o homem hétero cis tem relações homoafetivas. Onde os seus ídolos e respeito estão focados aos homens.
Onde fica o amor a mulher numa hora dessas?
-Na cama.
Sim, somos objetos e não pessoas que requerem respeito.
Triste saber dessa realidade heterossexual? Sim, bastante.
Ou você está numa relação de sexo com uma pessoa que agora quer ser amiga, pois a pessoa em si deixou claro, que não haverá outras possibilidades (ou até mesmo você). Mas essa pessoa (o cara) realmente não sabe separar, o passado do presente. Onde ambos não tem interesses coloridos, mas por obviamente limitações masculinas (ego) esse cara não sabe te tratar bem, falar contigo direito, pois na cabeça dele há uma liberdade sendo afligida.
E infelizmente a sinceridade não foi ensinada para vocês, caras…
Homens gostam de se sentir especiais né? Desculpe bro, não é assim que funciona.
-Repense.
Relações Abusivas estão quase sempre presentes em relações Monogâmicas, Poligâmicas, Amor Livre, também.
Geralmente afligidas pelo esteriótipo patriarcal em ambas situações (Todas).
Exclusividade na Era Líquida é um pouco confuso de se adquirir.
Relações consolidadas e firmes que não se quebram por qualquer briga. Mas uma relação onde haja primordialmente RESPEITO é o pior de se encontrar, antes do quesito de exclusividade.
Dizem que o amor romântico faleceu.
Se faleceu o que faremos? Nos adequamos.
Mas vejamos bem que o problema da exclusividade são vários, dentre eles a insatisfação, causada por diversas frustrações que nem sempre tem relação com o amor mas com a vida profissional/ financeira/ familiar/ mental da pessoa.
Se ao caso descontamos as frustrações nas nossas inseguranças, significa que a sociedade está mais IMPULSIVA que anteriormente.
Vivemos a era do imediatismo?
Até para quem é leigo nas redes sociais, a acessibilidade a outras pessoas é cada vez mais próxima da realidade e também o quesito do egocentrismo que as redes sociais geram em torno de nós mesmos, as chamadas “bolhas sociais”.
Qual é a solução pra nós mulheres que buscamos uma relação heterossexual de respeito, monogâmica, poligâmica, livre?
Até o momento a resposta que encontrei é MILITÂNCIA E RESISTÊNCIA.
